Boletim

do Imobiliário

nº 93 - Fevereiro/10

 

DISSÍDIO CHEGANDO

Mais uma vez chegamos à época das discussões do nosso Dissídio. Historicamente o Sindicato vem conseguindo ganhos reais à 10 anos consecutivos. Neste período não perdemos nenhuma cláusula social e conseguimos garantir outras tantas.  Vamos lutar pela obrigatoriedade do ticket restaurante que já é direito em mais de 70% da categoria. Cláusulas polêmicas como o Banco de Horas vão ser discutidas. Sugestões e críticas serão bem vindas pelo site semirgs@semirgs.com.br e este veículo deixará os trabalhadores em Imobiliária informados do andamento da negociação.

 

 

FSM 10 ANOS

O Fórum Social Mundial (FSM)- 10 Anos – Grande Porto Alegre reuniu 35 mil pessoas em 915 atividades no Rio Grande Sul, realizadas em sete cidades gaúchas de 25 a 29 de janeiro de 2010.

Participaram representantes de 39 países e, dos presentes, cerca de 60% foram mulheres. Também chamou a atenção a expressiva participação dos jovens, 27% dos participantes.

A expressiva participação da juventude revela o fato dos jovens estarem engajados nas transformações sociais e econômicas de que o mundo precisa. “O evento demonstrou mais uma vez a necessidade de haver, cada vez mais, construção de políticas que garantam a igualdade entre homens e mulheres”, complementou Woyciechwoski Presidente da CUR RS.

A edição 2010 do Fórum, acrescenta, reforçou a necessidade de se construir um mundo mais solidário e sustentável. O organizador aponta mudanças na política da América Latina e fatos inéditos, como a eleição de Barak Obama nos Estados Unidos, como demonstrações de que a humanidade busca novas possibilidades para a sociedade. Woyciechwoski ainda percebe que poderia ter ocorrido maior participação “por parte da gestão pública do RS nos debates e diálogos”.

 

 

OS RICOS NUNCA PERDEM:

Estudo da Fundação Getúlio Vargas (Centro de Políticas Sociais) mostra que os extratos das classes AB do Brasil foram os que mais cresceram no ano de crise (2%). A classe E foi a que mais perdeu (caiu 1,4%).

Fonte UGT Press

 

 

SALÁRIO MÍNIMO

A partir de 1º de janeiro, o salário mínimo no Brasil passou a ser de R$ 510,00, um reajuste total de 9,68%, sobre os R$ 465,00 em vigor até dezembro, e um aumento real de 6,02%. A elevação no piso nacional deve beneficiar cerca de 46,1 milhões de pessoas, entre empregados, trabalhadores por conta própria, empregados domésticos e empregadores, que têm seu rendimento referenciado no salário mínimo. Além disso, o aumento deve permitir a entrada na economia brasileira, de aproximadamente R$ 26,6 bilhões ao longo do ano, e incrementar a arrecadação tributária em R$ 6,8 bilhões.

Considerando-se o período que se estende desde o início do governo Lula (janeiro de 2003) até agora, o salário mínimo já obteve um reajuste nominal de 132,50%, enquanto a inflação acumula alta de 60,40%. Ou seja, houve, no período, um aumento real de 44,95%.

Este comportamento do salário mínimo foi possível devido à mobilização unitária das centrais sindicais do país, que conseguiram, em 2004, a criação de uma Comissão Quadrippartite – governo, trabalhadores, empregadores e aposentados. Esta comissão elaborou proposta – aprovada pelo Congresso - de uma política permanente de valorização do salário mínimo que alia a recomposição de seu valor pela inflação entre dois momentos de correção do salário e a variação do PIB de dois anos antes, que vem sendo aplicada desde 2008.

 

Fonte DIEESE

Mauro Silva, Presidente /  Marcos Bochia, Secretário Geral /  Cícero Pereira da Silva , Tesoureiro  / Juarez Silveira da Silva, Dir. Rel. Institucionais

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